Escolha sua rádio favorita
Rádio on-line!
Manhã Demais
Lino Inácio
Vacina contra dengue deverá estar disponível pelo SUS em 2022
Geral | 08/10/2019 15:02 | ND Mais | Fotos:

A vacina contra a dengue deverá estar disponível para toda a população pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em 2022. Produtor de imunobiológicos, o Instituto Butantan está na fase final de produção da vacina.

Segundo o governo federal, a expectativa é que possa ser indicada, tanto para pessoas que já foram infectadas por um dos quatro subtipos da dengue, quanto para quem nunca teve a doença.

“Isso nos dá muito orgulho porque é uma instituição pública e é um desenvolvimento tecnológico nacional. Vamos produzir a vacina não só para o mercado brasileiro, mas para toda a comunidade mundial”, disse o secretário de Vigilância em Saúde do ministério da Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira.

De acordo com o Ministério, foram registrados 1.439.471 de casos de dengue no país até 24 de agosto deste ano. O número representa crescimento de 599,5% em relação ao mesmo período de 2018 (205.791 casos).

A taxa de incidência, que considera a proporção de casos por habitantes, é de 690,4 casos/100 mil habitantes. Entre os estados com casos, destacam-se Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Com relação ao número de óbitos, foram confirmadas 591 mortes.

A expectativa é de que com a vacina haja diminuição do número de casos e mortes. No entanto, “a vacina não será solução para tudo porque o mosquito também pode transmitir a zika e o chicungunha. Então, não podemos baixar a guarda”, lembrou o secretário.

O projeto está na terceira e última fase, que é a demonstração da eficácia da vacina. A expectativa dos pesquisadores é de que a eficácia seja igual ou superior a 80%, considerada bastante alta.

Outro objetivo dessa última fase é transportar para uma escala industrial todo o procedimento que foi feito em uma escala piloto menor.

O diretor da Divisão de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Butantan, Alexander Roberto Precioso, ressaltou o pioneirismo da ação. “Esse é o primeiro programa que chega a fase três totalmente produzido, desenvolvido e estudado por pesquisadores brasileiros de um instituto público”, afirmou.

De acordo com o ministério da Saúde, desde 2015, foram destinados cerca de R$ 465 milhões para pesquisas e desenvolvimento de vacinas e novas tecnologias.

ND Mais

LEIA MAIS: Procura pela vacina contra a Febre Amarela continua baixa em Ibirama

LEIA MAIS: Número de casos de gripe em Santa Catarina em 2019 supera total de 2018

 
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
 
Publicidade
Rua Curt Hering, 665 - Sala 103 - Centro - Presidente Getúlio - CEP: 89150-000 - 3352-0505 - Fone/Fax: 3352-0505 - E-mail: comercial@radio1079.fm.br
Rádio 107.9 FM, Todos os Direitos Reservados.