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Hospital de Pouso Redondo pode fechar.
Geral | 10/10/2017 08:17 | Rafael Beling/Diário do Alto Vale | Fotos:

O futuro do Hospital Annegret Neitzke, de Pouso Redondo, está nas mãos do presidente Carlos Zanella, que se reúne hoje com representantes do Ministério da Saúde, em Brasília. A unidade corre o risco de fechar as portas, pois pode perder o certificado de hospital filantrópico, que é concedido pelo Ministério da Saúde, devido à falta de prestação de contas das atividades realizadas em 2013.

O presidente Carlos Zanella explica que a diretoria da época não encaminhou a comprovação documental de produção do hospital, considerando que para se manter no caráter filantrópico o hospital precisa oferecer pelo menos 60% de atendimentos por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). “O certificado é renovado a cada 5 anos. Estamos prestes a ter que fazer outra prestação de contas e ainda não temos o ano de 2013 liberado”, explica. Zanella conta que aproximadamente 95% dos procedimentos realizados no hospital são pelo SUS.

Um dos principais problemas é referente aos pagamentos retroativos que precisariam ser feitos, caso a não renovação do certificado se confirme. “Estamos tentando reaver isso, pois se não tivermos o certificado de filantropia, teremos que pagar um retroativo de 5 anos de débitos que virão para a conta do hospital”, lamenta.

Em relação à folha de pagamento dos colaboradores do hospital, o presidente explica que seria necessário pagar 20% em cima do valor máximo da folha, que hoje é de R$ 50 mil por mês. “Isso daria cerca de R$ 10 mil por mês, retroativo a 60 meses, uma dívida de R$ 600 mil, mais correção monetária, chegaria a R$ 1 milhão tranquilamente de dívida”, explica. Por ter caráter filantrópico, o hospital possui isenção do pagamento da parte patronal sobre a folha, que é de cerca de 20%.

Questionado se o hospital teria condições de arcar com este valor, Zanella explica que atualmente a unidade passa por dificuldades financeiras. “Assumimos em fevereiro desse ano e conseguimos estabilizar muita coisa, porém, se vier essa dívida para o hospital pagar é inviável mantê-lo aberto”, adverte.

O resultado da reunião do presidente Carlos Zanella com representantes do Ministério da Saúde você pode acompanhar na edição desta quarta-feira (11).

 

Rafael Beling/Diário do Alto Vale

 
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