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JBS doou mais de R$ 14 milhões para candidatos de Santa Catarina nas eleições de 2014.
Política | 20/05/2017 10:04 | ndonline.com.br | Fotos:

A JBS doou mais de R$ 14 milhões para candidatos catarinenses que disputaram as eleições em 2014. Todos esses recursos foram repassados de forma oficial, de acordo com as regras vigentes na época, e estão registrados nas respectivas prestações de contas perante o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

A cifra foi apurada em um levantamento do Notícias do Dia no sistema do TSE. Estão listados três candidatos ao governo do Estado, um ao Senado, 27 à Câmara dos Deputados e 114 à Assembleia Legislativa.

Entre os concorrentes ao Centro Administrativo, o governador Raimundo Colombo (PSD) recebeu quase R$ 3,5 milhões. Foi o maior montante, pouco menos de 28% de tudo que declarou ter arrecadado naquela eleição. Paulo Bauer (PSDB) recebeu R$ 400 mil, enquanto que Claudio Vignatti (PT) arrecadou R$ 260 mil da JBS. Já o único senador catarinense com cota de financiamento pela JBS foi Dário Berger (PMDB), que recebeu R$ 500 mil.

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Sete dos 16 deputados federais eleitos receberam dinheiro da JBS. Jorge Boeira (PP) liderou o ranking, com R$ 1,3 milhão. Foi mais de 76% de tudo que arrecadou na corrida de 2014.

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Já dos 40 deputados estaduais eleitos, 16 tiveram parte de suas campanhas financiadas pela JBS. Ismael dos Santos e Kennedy Nunes, ambos do PSD, receberam pouco mais de R$ 550 mil cada.

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Em geral, o partido que mais recebeu dinheiro foi o PSD: R$ 7,04 milhões. Esse valor é quase o total de todos os demais: R$ 7,07 milhões. Na sequência estão PP, PMDB e PSDB. Na corrida à Assembleia, o PSD teve o maior volume de doações. Já para a Câmara, o PP recebeu mais dinheiro.

Mesmo somando as doações por CNPJs da JBS e da Seara – empresa adquirida no Estado em 2013 – o grupo ficou na segunda colocação entre as maiores doadoras. A Arcelormittal, do ramo siderúrgico, desembolsou pouco mais de R$ 19 milhões aos catarinenses no páreo.

A principal forma de o dinheiro da JBS chegar aos candidatos foi indiretamente. Na maioria dos casos, a empresa doou para os diretórios nacionais ou estaduais e esses repassaram aos concorrentes.

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JBS relata propina a 1.829 candidatos pelo país

Maior financiadora das campanhas políticas de 2014 no país, a JBS apresentou às autoridades uma delação em que acusa uma ampla gama de políticos. Ex-diretor da empresa, Ricardo Saud entregou aos procuradores da Lava Jato um balanço com, segundo ele, registro de propina a 1.829 candidatos eleitos. Ainda conforme Saud, um montante de quase R$ 600 milhões foi distribuído como pagamento indevido a 28 partidos, número que representa quase a totalidade de siglas no país, 35.

Saud disse aos investigadores que o dinheiro ajudou a eleger 179 deputados estaduais em 23 unidades da federação. Os repasses da empresa teriam contribuído ainda para a vitória de 167 deputados federais, 28 senadores e 16 governadores. "É importante a gente trabalhar que desses R$ 500 milhões, quase R$ 600 milhões que nós estávamos falando aqui, praticamente, se a gente tirar esses R$ 10 milhões, R$ 15 milhões aqui, o resto tudo é propina. Tudo tem ato de ofício [contrapartida dos políticos], tudo tem promessa, tudo tem alguma coisa."

Saud diz ainda ter mencionado "todas as pessoas que receberam as propinas direta ou indiretamente". Para ele, os beneficiados sabiam da origem ilícita dos recursos. "É muito difícil não saber que o PT comprou o partido X ou Y, que o Aécio [Neves] comprou ou deixou de comprar tal partido", disse. "Se ele [o político] recebeu esse dinheiro, ele sabe que de um jeito ou de outo foi de propina", completou. (Folhapress)

 
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